Ainda não inventaram um corretivo
Que apague os erros da vida
Ainda não inventaram um botão desfazer
Que desfaça as escolhas erradas
Ainda não inventaram um botão tentar novamente
Para resgatar as oportunidades perdidas
E me dizem que a humanidade evoluiu tanto
De que adianta tanto progresso
Se continuamos os mesmos de sempre?
Ainda não inventaram a máquina
Que recicle o ódio em amor
Ainda não inventaram o filtro
Que purifique a inveja
Ainda não inventaram o sistema
Que corrija as desigualdades
E me dizem que a humanidade evoluiu tanto
De que adianta tanto progresso
Se continuamos os mesmos de sempre?
Ainda não inventaram o remédio
Que combata o preconceito
Ainda não inventaram a fórmula
De redução da ganância
Ainda não inventaram a arma
Que mate a hipocrisia
E me dizem que a humanidade evoluiu tanto
De que adianta tanto progresso
Se continuamos os mesmos de sempre?
========
Bonus Round: afinal tinha que ter uma nonsense pra fechar a semana:
Tira o dedo do nariz
Criança infeliz
Vou te deixar uma cicatriz
Pra lembrar do que eu fiz
Não acredita na atriz
Pois tudo o que ela diz
É mentira.
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sábado, 8 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 6
Andando pela estrada noturna, sozinha
Um carro passa
Me leva daqui?
Me leva pra longe?
Me leva pra onde eu possa ser feliz?
Me leva com você?
- Não.
Um carro passa
Me leva daqui?
Me leva pra longe?
Me leva pra onde eu possa ser feliz?
Me leva com você?
- Não.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 5
Fui ver a vaca pastar
Fui ver a vida passar
Fui ver o tempo acabar
Fui ver a luz apagar
Quando voltei já era tarde.
Fui ver a vida passar
Fui ver o tempo acabar
Fui ver a luz apagar
Quando voltei já era tarde.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 4
I
Eu vi Verônica varrendo a via
Veja você, vira pra cá
Verônica veste um vestido vermelho
Varre com aquela velha vassoura verde
Vem o vento e voa tudo
Verônica vai e varre outra vez
Mas o vento avisa que vai voltar
Vai ver varrer é um vício
Vem uma vontade de vaiar:
Verônica, que vida vazia você vive.
II
Vanessa veste violeta e vende verdura na feira
Viajou pra Varginha de van
Voltou vacinada contra varíola
Da vista da varanda vê o vale verdejante
III
Vivi é vaidosa
Veste vinho, às vezes vermelho
Vive com Valdir
Um valentão vulgar
Vigia de uma vidraçaria
IIII
Vanessa vendeu verduras para Vivi
Embrulhadas nesta poesia
Vivi desembulhou a verdura e jogou a poesia na via
Veio Verônica a varreu tudo para o lixo.
Eu vi Verônica varrendo a via
Veja você, vira pra cá
Verônica veste um vestido vermelho
Varre com aquela velha vassoura verde
Vem o vento e voa tudo
Verônica vai e varre outra vez
Mas o vento avisa que vai voltar
Vai ver varrer é um vício
Vem uma vontade de vaiar:
Verônica, que vida vazia você vive.
II
Vanessa veste violeta e vende verdura na feira
Viajou pra Varginha de van
Voltou vacinada contra varíola
Da vista da varanda vê o vale verdejante
III
Vivi é vaidosa
Veste vinho, às vezes vermelho
Vive com Valdir
Um valentão vulgar
Vigia de uma vidraçaria
IIII
Vanessa vendeu verduras para Vivi
Embrulhadas nesta poesia
Vivi desembulhou a verdura e jogou a poesia na via
Veio Verônica a varreu tudo para o lixo.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 3
O Pomar Branco
Sozinho, numa região isolada
Cercado pelo gelo, com a neve sempre a cair
Está o pomar branco.
Os frutos do pomar branco não se desenvolvem
O pomar branco também não tem folhas
Os galhos são despidos de qualquer beleza
É sempre inverno no pomar branco
O pomar branco gostaria de produzir frutos gostosos, mas não consegue
O pomar branco gostaria de ter folhas vistosas, mas não consegue
O pomar branco tem todas essas possibilidades dentro dele
Mas não consegue externar.
O pomar branco é sempre sozinho,
O pomar branco é sempre isolado
Porque é frio, feio e distante
E não consegue mostrar pra ninguém suas qualidades não desenvolvidas
Ninguém cuida do pomar branco
Ninguém conhece o pomar branco
O pomar branco não dá frutos
Por isso, um dia todo ele acabou
Sozinho, numa região isolada
Cercado pelo gelo, com a neve sempre a cair
Está o pomar branco.
Os frutos do pomar branco não se desenvolvem
O pomar branco também não tem folhas
Os galhos são despidos de qualquer beleza
É sempre inverno no pomar branco
O pomar branco gostaria de produzir frutos gostosos, mas não consegue
O pomar branco gostaria de ter folhas vistosas, mas não consegue
O pomar branco tem todas essas possibilidades dentro dele
Mas não consegue externar.
O pomar branco é sempre sozinho,
O pomar branco é sempre isolado
Porque é frio, feio e distante
E não consegue mostrar pra ninguém suas qualidades não desenvolvidas
Ninguém cuida do pomar branco
Ninguém conhece o pomar branco
O pomar branco não dá frutos
Por isso, um dia todo ele acabou
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 2
Mísseis dadaístas me perseguem
Nesta noite soturna
Na minha frente falsas promessas
Atrás, amarguras.
Os pingos que gotejam da pia,
Contam os segundos como um relógio
Faz tempo que estou aqui
Meu corpo prestes a entornar
Mais uma gota de mentira
Mais um pouco de falsidade
Mais uma gota de desilusão
Mais um pingo de escolhas erradas
E o corpo transborda
Lá fora também chove
Aqui dentro tempestade
As gotas batem na minha janela
Eu tava deitado, tentando esquecer.
Nesta noite soturna
Na minha frente falsas promessas
Atrás, amarguras.
Os pingos que gotejam da pia,
Contam os segundos como um relógio
Faz tempo que estou aqui
Meu corpo prestes a entornar
Mais uma gota de mentira
Mais um pouco de falsidade
Mais uma gota de desilusão
Mais um pingo de escolhas erradas
E o corpo transborda
Lá fora também chove
Aqui dentro tempestade
As gotas batem na minha janela
Eu tava deitado, tentando esquecer.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense
Comprei uma bala de 1 centavo
com o troco que o caixa tentou me sonegar
fui barrado na porta giratória
por causa do meu celular
Tomei um comprimido
Pra minha dor passar
mas a dor não era física
e minha psicóloga mandou eu ir pastar
e ai todos os verbos da primeira conjugação
saíram da brincadeira
achei falta de educação
atrapalhou a rima inteira
não passa a minha dor
calor
tremor
temor
rubor
rancor
valor, cadê o meu? Ninguém vê
E eu não me dou
Só me dou a dor. Mas não sou doador.
Doar a dor? Guardo comigo porque sou egoísta.
Porque quando fiz doer em outro ser.
Ainda mais doeu em mim também.
Alguém que eu queria bem
E não merecia sofrer.
De que adianta viver, sofrer e doer
Ou cantar, sonhar e amar
Se toda vez que eu compro um biscoito
Nunca me devolvem 1 centavo de troco?
=======================================
Semana da poesia nonsense: todo dia uma pior que a outra.
com o troco que o caixa tentou me sonegar
fui barrado na porta giratória
por causa do meu celular
Tomei um comprimido
Pra minha dor passar
mas a dor não era física
e minha psicóloga mandou eu ir pastar
e ai todos os verbos da primeira conjugação
saíram da brincadeira
achei falta de educação
atrapalhou a rima inteira
não passa a minha dor
calor
tremor
temor
rubor
rancor
valor, cadê o meu? Ninguém vê
E eu não me dou
Só me dou a dor. Mas não sou doador.
Doar a dor? Guardo comigo porque sou egoísta.
Porque quando fiz doer em outro ser.
Ainda mais doeu em mim também.
Alguém que eu queria bem
E não merecia sofrer.
De que adianta viver, sofrer e doer
Ou cantar, sonhar e amar
Se toda vez que eu compro um biscoito
Nunca me devolvem 1 centavo de troco?
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Semana da poesia nonsense: todo dia uma pior que a outra.
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