Ele andava à beira da estrada, envolto pela escuridão da noite. Algumas vezes, era iluminado pela lanterna dos faróis de um ou outro carro que passava por ali. A estrada era deserta, poucos motoristas ousavam passar por ali, pois o local era famoso por assaltos recorrentes praticados por ninjas islandeses.
Ninguém nunca parou para discutir se realmente existiam ninjas na islândia. Uma vez, sugeriram que eram apenas cangaceiros com toucas ninjas, mas acharam a idéia ridícula demais.Ninjas islandeses eram bem mais interessantes e passavam mais medo que meros cangaceiros.
Os poucos motoristas que passavam pela estrada não paravam, e ele continuava sua caminhada, sem perder a fé de que conseguiria uma carona mais cedo ou mais tarde.
Seus pés reclamavam muito e o xingavam exaustivamente, mas, para sorte dele, não era possível ouvir aos xingamentos que os pés faziam. Seus pés indagavam um para o outro, num momento extremamente filosófico-reflexivo, por que eles tiveram que nascer justamente pés. Por que, óh Deus, no momento da divisão celular , eles não viraram mãos? Seria tão mais cômodo serem mãos. Mãos não têm de sustentar o corpo o dia inteiro, sendo mãos, eles poderiam tatear partes íntimas de belas mulheres, pensava o pé esquerdo, mais atiradinho.Já a vida de um pé era totalmente ingrata e sem nada que compensasse a tortura que passavam diariamente. Naquele momento, o desejo de seus pés era podere nascer mãos na próxima reencarnação. Já o desejo dele era de que alguma alma bondosa lhe desse carona.
Já havia escurecido quando um farol fraco trouxe luz às trevas que haviam se apossado da estrada. Zoroaldo mal acreditou quando o olhou para trás e viu uma caminhonete parada próxima a ele. Num impulso, correu até o carro e abriu a porta do lado do carona.
Um raio rasgou o céu e iluminou o interior da cabine da caminhonete revelando o rosto do motorista por alguns segundos e logo em seguida devolvendo seu rosto às sombras. Ele tinha um rosto pálido e triste, olheiras grandes e escuras, seu olhar parecia longe e trazia uma expressão abatida no rosto.
Então, começou a chover e Zoroaldo achou melhor entrar logo e não perder a oportunidade. Perguntou ao homem se poderia levá-lo até a Mesopotâmia, mas o homem disse, com uma voz densa e triste, que só poderia levá-lo até Tocantins.
Zoroaldo aceitou a carona, chegando a Tocantins, daria um jeito de seguir em frente.
Como estava achando o homem muito abatido, Zoroaldo começou a puxar conversa, contando ao homem sobre seu objetivo: localizar seu amigo Mercivaldo que, supostamente, estaria sendo perseguido pelos cachorros-quentes do mundo e teria sua mente seqüestrada por alienígenas em poucos minutos.
A estrada acidentada pelo qual passavam, com vários buracos bem distribuídos ao longo do percurso, fazia com que Zoroaldo ouvisse o barulho de algo batendo na carroceria da caminhonete. Olhou para trás e viu uma pá bastante suja de terra, na parte de trás do carro, que ficava batendo de um lado para o outro, espalhando terra pela carroceria.
O homem então decidiu também contar algo para Zoroaldo:
- Sabe, hoje é um dia muito triste. - fez uma pausa. - um dia tão triste que chega a ser belo. Estou vindo de um funeral.
Zoroaldo engoliu seco. Depois tentou dizer algumas palavras:
-Poxa, meus pêsames. Era algum parente? Amigo?
- Não, nenhum deles. Era apenas um velho sapateiro. Um sapateiro desconhecido de Avelino Lopes. Solitário, sem clientes, num ponto afastado da cidade. Totalmente abandonado e sem perspectivas.
- Poxa, que vida triste ele levava.
- Sim, meu caro. - concordou o homem. - você chegou onde eu queria. Sabe, nós não merecemos passar nossa vida sofrendo. Nós nascemos para ser felizes.
Olhou para Zoroaldo com os olhos brilhantes dessa vez, e continou:
- Nós nascemos para ser feliz meu caro. Mas as pessoas.... elas não sabem viver. Estragam suas vidas... estragam a vida dos outros... Este homem... que vida vazia levava. Largado ali sozinho, esperando para morrer sem que ninguém desse falta. Não meu jovem, isso não é digno.
Zoroaldo concordou com a cabeça, achando bonitas as palavras do homem, que continuou seu discurso:
- Foi por isso que eu fui lá e matei o sapateiro....
- Você o que!? - gritou Zoroaldo dando um pulo do banco do carona.
- E fiz um belo funeral para ele, com velas coloridas, leitura de belos textos e, por Deus, como eu chorei. Chorei tanto por esse pobre homem.
Zoraldo estava tenso:
- O que você está dizendo? Perdeu a cabeça?
- Ora, meu jovem. Se ele morresse mais cedo ou mais tarde, não teria ninguém para fazer um funeral para ele, ninguém para chorar sua perda. Eu dei a ele um belo funeral e chorei sinceramente sua perda como ninguém mais faria por ele. Sabe, eu adoro funerais - disse com uma cara de maníaco - Funerais são lindos. Um momento em que refletimos sobre a vida e a morte, sobre a perda, sobre os laços que criamos com os outros. Um momento em que nos permitimos chorar e prestamos nossa solidariedade. Um momento que deveria ser vivido sempre! Eu faço funerais para pessoas que não seriam lembradas, pois acho que todos merecem um belo funeral quando morrerem.
- Mas você adianta a morte deles. - interveio Zoroaldo.
- Calado! Eu não posso ficar esperando para sempre até que morram, posso? Alguns têm uma saúde invejável... e eu tenho mais o que fazer, tenho muito trabalho. Como acha que ganho dinheiro para preparar meus funerais?
Zoroaldo lembrava de ter ouvido algo sobre mortes misteriosas que estavam acontecendo no Piauí esporadicamente. Então perguntou ao homem:
- Você é o cara que falam no jornal as vezes? O tal de...
- Sim, sou eu. - interrompeu o homem. - Estão me chamando por ai de "mensal killer", porque eu mato em série, mas só uma vez por mês, quando recebo meu salário. Separo uma parte do dinheiro para prestar um belo funeral para alguma alma triste e esquecida pela sociedade.
Zoroaldo tremia, tinha pegado carona com um assassino. Não sabia o que fazer, não sabia o que dizer, estava paralisado.
- Sabe, meu amigo. - continuou o homem. - eu vejo tanta aflição em seus olhos. Parando para pensar, você estava por ai, numa estrada escura e deserta, vagando sozinho. vestindo somente um roupão de banho azul bebê. Alegando que quer ir para a Mesopotâmia e que tem um amigo imaginário que é perseguido por cachorros-quentes. Sua vida deve ser muito sem sentido e vazia, amigo.
Zoroaldo apenas encarava o mensal killer sem dizer nada. Algumas lágrimas escorreram dos olhos do homem, ele as enxugou com um velho lenço, deu uma breve fungada e disse a Zoroaldo:
- Sabe, eu gostei de você, você é um cara simpático, me fez companhia durante essa triste viagem de volta.
Zoroaldo ficou aliviado ao ouvir isso, tentou agradecer pelos elogios mas o homem voltou a falar antes que ele tivesse a chance:
- E é por isso mesmo que está me dando uma enorme vontade de fazer seu funeral.
- Não! - gritou Zoroaldo por reflexo.
- Sabe, meu caro. Se você continuar perambulando sem rumo pelo sertão somente com esse roupão de banho, logo logo não irá resistir. E você não merece viver assim, nem morrer desse jeito. Você merece ser lembrado! Eu farei seu funeral e chorarei muito a perda de uma pessoa de tão bom coração como você!
Zoroaldo estava apavorado, olhou para a porta da caminhonete e viu que ela estava destravada, enquanto isso, o homem puxou um bloquinho de anotações do bolso e disse:
- Vou te colocar aqui para o próximo mês. - dito isso, anotou o nome de Zoroaldo em sua lista de funerais.
Zoroaldo estava pronto para abrir a porta e saltar da caminhonete em movimento, mas o carro parou de súbito. Zoroaldo gelou e estava pronto para o pior, mas o homem apenas disse:
- Já chegamos amigo. Pode seguir seu caminho agora. E não se preocupe, eu vou te tirar dessa vida sem sentido mês que vem.
Zoroaldo apenas abriu a porta rapidamente e disparou, correndo o mais rápido que seus pés aguentavam.
Agora Zoroaldo estava numa situação complicadíssima. Tinha pouco tempo para encontrar Mercivaldo e como se não bastasse ainda fora jurado de morte pelo mensal killer.
Zoroaldo ficou alguns minutos sentado num banco da praça da cidade, recuperando o ar e pensando no que faria a seguir.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
Império dos sonhos - agora em circuito nacional

Depois de ser exibido no Festival do Rio e , posteriormente, na mostra de São Paulo, Império dos Sonhos estreou em circuito nacional no dia 14 de Dezembro.
Já fiz minha crítica, já fiz review e já fiz uma bíblia de interpretações e teorias. Mas como o vício fala mais alto e a falta de algo melhor pra fazer também contribui, resolvi encarar as 3 horas denovo pra ver se os erros do Festival haviam sido corrigidos.
Em suma: Agora tem legenda nas partes em polonês! Sim meus amigos, vocês não ficarão mais boiando metade do filme como ficaram no Festival do Rio hehehe.
Ainda sobre as legendas, tiveram umas mudanças bizarras, sabe-se lá porque, já que foi a mesma equipe que legendou a versão do Festival.
Logo de cara "Axxon n, a radionovela que está há mais tempo no ar" foi substituído por "esta música, que está há mais tempo no ar" Sim, "Axxon n" foi entendido como "that's the music" por incrível que pareça. Tem muito mais exemplos, mas agora só me recordo de mais um: quando Laura Dern diz "Eu sou uma prostituta" mais pro final do filme. Logo em seguida ela diz "Estou com medo - I'm afraid". Mas a galera da legenda ouviu "I'm a freak" e sim, colocaram com orgulho na tela "Eu sou estranha" hahahahahaha.
O outro problema, a escuridão, continua. Eu assisti no Unibanco Arteplex, a projeção estava um pouco mais clara que no Festival (acho que a do festival estava no cúmulo da escuridão, pior que aquilo impossível). Já no Arteplex dava pra enxergar melhor, mas ainda assim está escuro.
E claro, ver no Arteplex com a sala mais ou menos cheia não é a mesma coisa que ver no Festival com a sala abarrotada de fãs do Lynch e as pérolas que eu relatei. Mas quando já estava quase chorando por não ter ouvido nem um comentário, eis que uma alma salva meu dia e comenta "cara, é muito esquisito. Tinha um coelho, e ai ele perguntava - que horas são? - e vinha uma risada -HAHAHAHA - muito maluco".
Caso queira ler minha resenha de império dos sonhos, clique aqui: RESENHA
E se quiser discutir minhas interpretações e teorias, ou mandar as suas, leia, se tiver paciência, pois o texto é gigantesco, a seção: MERGULHANDO NO IMPÉRIO DOS SONHOS
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Como as pessoas chegam ao sol volume IV
Durante a semana da poesia nonsense tivemos mtas buscas divertidas, mas não quis interromper os poemas, então agora postarei tudo o que foi acumulando esse tempo todo. Divirtam-se:
Dessa vez, vamos começar logo com a melhor busca:
Dessa vez, vamos começar logo com a melhor busca:
"pantufas de coelhinho rosa numeração grande" - busca realizada no Google, no dia 23 de Novembro.
O google direcionou o néscio para o conto "asteróides pleonásticos" em que, por incrível que pareça, um personagem usa tal pantufa, e pasmem! da mesma cor que o indíviduo procurou. Só ficou faltando a numeração grande hahah. Agora eu fico imaginando o cara que fez essa busca, aquele brutamontes de 2 metros de altura e pé tamanho 48, conhecido pelo apelido carinhoso de "Paulão", usando suas tenras pantufas de coelhinho rosa.
aqui vão algumas fotos de bônus para vocês:

reparem que o sol foi o primeiro resultado da busca por conter quase todas as palavras do nosso amigo fofinho usuário de linux.
Mais buscas, todas realizadas pelo Google:
Dia 26 de Novembro tivemos buscas por publicidade no japão, reportagens sobre o Cow Parade no Rio e .... sempre tem que ter né: vagina ardente, novamente! hahahaha
Só falta também ser o mesmo tarado da busca de 1 de Novembro.
Dia 27 de Novembro, pesquisa por fotos de noite para orkut, bléh, vamos pra próxima:
Dia 28 de Novembro tivemos mias uma busca por contos de rádio novela, provavelmente do mesmo autor da busca anterior, e novamente o cara me vem parar aqui hehe
Dia 29 de Novembro, procuraram por imagens de cachorro quente heheheh, aleluía! busca de imagens inusitadas , pelo menos uma vez!
Agora já em Dezembro:
Dia 3 procuraram por "palavras q hipnotizam pessoas" no Google. Pelo menos esse não tem a pretensão de hipnotizar ninguém por telefone, por email, por fax, ou seja lá por onde for.
Dia 3, também no Google, mas um dos meus leitores tarados procurou por "putinhas do orkut do rio de janeiro".
E parece que após achar, talvez ele tenha buscado, no dia 7, por: "frases sabias para colocar no perfil do orkut pequenas" ,
vai que foi pra impressioná-las hehe. Vou dar uma dica pra fazer essas frases sábias que funciona sempre:
1- crie um tema bonitinho, por exemplo: a sabedoria verdadeira
2- relacione a palavra oposta ao seu tema: sabedoria <> ignorância
3 - agora ligue isso tudo de forma que pareça inteligente: a verdadeira sabedoria pertence àqueles que conseguem reconhecer a própria ignorância.
E voilá, eis sua frase sábia para seu perfil do orkut.
Ainda no dia 7, alguém pesquisou por: "filme fuzileiro implora morrer". Por bem, o Google direcionou o cara para meu review de Império dos Sonhos, já q esse review contém tudo que é palavra imaginável e 90% buscas, sejam elas quais forem, vão parar lá hehe.
No dia 8, os visitantes tarados do blog procuraram: poemas de putas ou prostitutas.
Veja bem serve qualquer uma das duas, se não tiver de putas safadas serve de prostitutas ou mesmo, quem sabe, também não servisse poemas de cortesãs.
Será que ele queria achar uma puta poeta, no sentido literal da palavra e não no sentido de elogio de sua poesia, ou queria achar poemas que falassem sobre as profissionais do séquiçu?
Finalmente, dia 10, mais um tarado buscou, pelo uol: "cenas de sexo ardente", veio parar no blog, não achou nada, e tirei mais um irmão do mal caminho com cultura e coisas úteis a sua formação social que podem ser encontradas aqui no Sol Ardente.
Também no dia 10, pelo Google, tivemos mais uma busca inusitada para fechar bem o tópico:
"que nome dar para carrocinha de cachorro quente"
Olha, cara, eu no momento não tenho nenhum nome em mente, até por causa do horário , só iria pensar em besteiras. Só evite coisas como "Carrocinha salsicha serelepe" ou algo do tipo.
Por hoje é só (?), até mais uma edição de "Como as pessoas chegam ao Sol".
O google direcionou o néscio para o conto "asteróides pleonásticos" em que, por incrível que pareça, um personagem usa tal pantufa, e pasmem! da mesma cor que o indíviduo procurou. Só ficou faltando a numeração grande hahah. Agora eu fico imaginando o cara que fez essa busca, aquele brutamontes de 2 metros de altura e pé tamanho 48, conhecido pelo apelido carinhoso de "Paulão", usando suas tenras pantufas de coelhinho rosa.
aqui vão algumas fotos de bônus para vocês:


Mais buscas, todas realizadas pelo Google:
Dia 26 de Novembro tivemos buscas por publicidade no japão, reportagens sobre o Cow Parade no Rio e .... sempre tem que ter né: vagina ardente, novamente! hahahaha
Só falta também ser o mesmo tarado da busca de 1 de Novembro.
Dia 27 de Novembro, pesquisa por fotos de noite para orkut, bléh, vamos pra próxima:
Dia 28 de Novembro tivemos mias uma busca por contos de rádio novela, provavelmente do mesmo autor da busca anterior, e novamente o cara me vem parar aqui hehe
Dia 29 de Novembro, procuraram por imagens de cachorro quente heheheh, aleluía! busca de imagens inusitadas , pelo menos uma vez!
Agora já em Dezembro:
Dia 3 procuraram por "palavras q hipnotizam pessoas" no Google. Pelo menos esse não tem a pretensão de hipnotizar ninguém por telefone, por email, por fax, ou seja lá por onde for.
Dia 3, também no Google, mas um dos meus leitores tarados procurou por "putinhas do orkut do rio de janeiro".
E parece que após achar, talvez ele tenha buscado, no dia 7, por: "frases sabias para colocar no perfil do orkut pequenas" ,
vai que foi pra impressioná-las hehe. Vou dar uma dica pra fazer essas frases sábias que funciona sempre:
1- crie um tema bonitinho, por exemplo: a sabedoria verdadeira
2- relacione a palavra oposta ao seu tema: sabedoria <> ignorância
3 - agora ligue isso tudo de forma que pareça inteligente: a verdadeira sabedoria pertence àqueles que conseguem reconhecer a própria ignorância.
E voilá, eis sua frase sábia para seu perfil do orkut.
Ainda no dia 7, alguém pesquisou por: "filme fuzileiro implora morrer". Por bem, o Google direcionou o cara para meu review de Império dos Sonhos, já q esse review contém tudo que é palavra imaginável e 90% buscas, sejam elas quais forem, vão parar lá hehe.
No dia 8, os visitantes tarados do blog procuraram: poemas de putas ou prostitutas.
Veja bem serve qualquer uma das duas, se não tiver de putas safadas serve de prostitutas ou mesmo, quem sabe, também não servisse poemas de cortesãs.
Será que ele queria achar uma puta poeta, no sentido literal da palavra e não no sentido de elogio de sua poesia, ou queria achar poemas que falassem sobre as profissionais do séquiçu?
Finalmente, dia 10, mais um tarado buscou, pelo uol: "cenas de sexo ardente", veio parar no blog, não achou nada, e tirei mais um irmão do mal caminho com cultura e coisas úteis a sua formação social que podem ser encontradas aqui no Sol Ardente.
Também no dia 10, pelo Google, tivemos mais uma busca inusitada para fechar bem o tópico:
"que nome dar para carrocinha de cachorro quente"
Olha, cara, eu no momento não tenho nenhum nome em mente, até por causa do horário , só iria pensar em besteiras. Só evite coisas como "Carrocinha salsicha serelepe" ou algo do tipo.
Por hoje é só (?), até mais uma edição de "Como as pessoas chegam ao Sol".
sábado, 8 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 7
Ainda não inventaram um corretivo
Que apague os erros da vida
Ainda não inventaram um botão desfazer
Que desfaça as escolhas erradas
Ainda não inventaram um botão tentar novamente
Para resgatar as oportunidades perdidas
E me dizem que a humanidade evoluiu tanto
De que adianta tanto progresso
Se continuamos os mesmos de sempre?
Ainda não inventaram a máquina
Que recicle o ódio em amor
Ainda não inventaram o filtro
Que purifique a inveja
Ainda não inventaram o sistema
Que corrija as desigualdades
E me dizem que a humanidade evoluiu tanto
De que adianta tanto progresso
Se continuamos os mesmos de sempre?
Ainda não inventaram o remédio
Que combata o preconceito
Ainda não inventaram a fórmula
De redução da ganância
Ainda não inventaram a arma
Que mate a hipocrisia
E me dizem que a humanidade evoluiu tanto
De que adianta tanto progresso
Se continuamos os mesmos de sempre?
========
Bonus Round: afinal tinha que ter uma nonsense pra fechar a semana:
Tira o dedo do nariz
Criança infeliz
Vou te deixar uma cicatriz
Pra lembrar do que eu fiz
Não acredita na atriz
Pois tudo o que ela diz
É mentira.
Que apague os erros da vida
Ainda não inventaram um botão desfazer
Que desfaça as escolhas erradas
Ainda não inventaram um botão tentar novamente
Para resgatar as oportunidades perdidas
E me dizem que a humanidade evoluiu tanto
De que adianta tanto progresso
Se continuamos os mesmos de sempre?
Ainda não inventaram a máquina
Que recicle o ódio em amor
Ainda não inventaram o filtro
Que purifique a inveja
Ainda não inventaram o sistema
Que corrija as desigualdades
E me dizem que a humanidade evoluiu tanto
De que adianta tanto progresso
Se continuamos os mesmos de sempre?
Ainda não inventaram o remédio
Que combata o preconceito
Ainda não inventaram a fórmula
De redução da ganância
Ainda não inventaram a arma
Que mate a hipocrisia
E me dizem que a humanidade evoluiu tanto
De que adianta tanto progresso
Se continuamos os mesmos de sempre?
========
Bonus Round: afinal tinha que ter uma nonsense pra fechar a semana:
Tira o dedo do nariz
Criança infeliz
Vou te deixar uma cicatriz
Pra lembrar do que eu fiz
Não acredita na atriz
Pois tudo o que ela diz
É mentira.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 6
Andando pela estrada noturna, sozinha
Um carro passa
Me leva daqui?
Me leva pra longe?
Me leva pra onde eu possa ser feliz?
Me leva com você?
- Não.
Um carro passa
Me leva daqui?
Me leva pra longe?
Me leva pra onde eu possa ser feliz?
Me leva com você?
- Não.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 5
Fui ver a vaca pastar
Fui ver a vida passar
Fui ver o tempo acabar
Fui ver a luz apagar
Quando voltei já era tarde.
Fui ver a vida passar
Fui ver o tempo acabar
Fui ver a luz apagar
Quando voltei já era tarde.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 4
I
Eu vi Verônica varrendo a via
Veja você, vira pra cá
Verônica veste um vestido vermelho
Varre com aquela velha vassoura verde
Vem o vento e voa tudo
Verônica vai e varre outra vez
Mas o vento avisa que vai voltar
Vai ver varrer é um vício
Vem uma vontade de vaiar:
Verônica, que vida vazia você vive.
II
Vanessa veste violeta e vende verdura na feira
Viajou pra Varginha de van
Voltou vacinada contra varíola
Da vista da varanda vê o vale verdejante
III
Vivi é vaidosa
Veste vinho, às vezes vermelho
Vive com Valdir
Um valentão vulgar
Vigia de uma vidraçaria
IIII
Vanessa vendeu verduras para Vivi
Embrulhadas nesta poesia
Vivi desembulhou a verdura e jogou a poesia na via
Veio Verônica a varreu tudo para o lixo.
Eu vi Verônica varrendo a via
Veja você, vira pra cá
Verônica veste um vestido vermelho
Varre com aquela velha vassoura verde
Vem o vento e voa tudo
Verônica vai e varre outra vez
Mas o vento avisa que vai voltar
Vai ver varrer é um vício
Vem uma vontade de vaiar:
Verônica, que vida vazia você vive.
II
Vanessa veste violeta e vende verdura na feira
Viajou pra Varginha de van
Voltou vacinada contra varíola
Da vista da varanda vê o vale verdejante
III
Vivi é vaidosa
Veste vinho, às vezes vermelho
Vive com Valdir
Um valentão vulgar
Vigia de uma vidraçaria
IIII
Vanessa vendeu verduras para Vivi
Embrulhadas nesta poesia
Vivi desembulhou a verdura e jogou a poesia na via
Veio Verônica a varreu tudo para o lixo.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 3
O Pomar Branco
Sozinho, numa região isolada
Cercado pelo gelo, com a neve sempre a cair
Está o pomar branco.
Os frutos do pomar branco não se desenvolvem
O pomar branco também não tem folhas
Os galhos são despidos de qualquer beleza
É sempre inverno no pomar branco
O pomar branco gostaria de produzir frutos gostosos, mas não consegue
O pomar branco gostaria de ter folhas vistosas, mas não consegue
O pomar branco tem todas essas possibilidades dentro dele
Mas não consegue externar.
O pomar branco é sempre sozinho,
O pomar branco é sempre isolado
Porque é frio, feio e distante
E não consegue mostrar pra ninguém suas qualidades não desenvolvidas
Ninguém cuida do pomar branco
Ninguém conhece o pomar branco
O pomar branco não dá frutos
Por isso, um dia todo ele acabou
Sozinho, numa região isolada
Cercado pelo gelo, com a neve sempre a cair
Está o pomar branco.
Os frutos do pomar branco não se desenvolvem
O pomar branco também não tem folhas
Os galhos são despidos de qualquer beleza
É sempre inverno no pomar branco
O pomar branco gostaria de produzir frutos gostosos, mas não consegue
O pomar branco gostaria de ter folhas vistosas, mas não consegue
O pomar branco tem todas essas possibilidades dentro dele
Mas não consegue externar.
O pomar branco é sempre sozinho,
O pomar branco é sempre isolado
Porque é frio, feio e distante
E não consegue mostrar pra ninguém suas qualidades não desenvolvidas
Ninguém cuida do pomar branco
Ninguém conhece o pomar branco
O pomar branco não dá frutos
Por isso, um dia todo ele acabou
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense - Dia 2
Mísseis dadaístas me perseguem
Nesta noite soturna
Na minha frente falsas promessas
Atrás, amarguras.
Os pingos que gotejam da pia,
Contam os segundos como um relógio
Faz tempo que estou aqui
Meu corpo prestes a entornar
Mais uma gota de mentira
Mais um pouco de falsidade
Mais uma gota de desilusão
Mais um pingo de escolhas erradas
E o corpo transborda
Lá fora também chove
Aqui dentro tempestade
As gotas batem na minha janela
Eu tava deitado, tentando esquecer.
Nesta noite soturna
Na minha frente falsas promessas
Atrás, amarguras.
Os pingos que gotejam da pia,
Contam os segundos como um relógio
Faz tempo que estou aqui
Meu corpo prestes a entornar
Mais uma gota de mentira
Mais um pouco de falsidade
Mais uma gota de desilusão
Mais um pingo de escolhas erradas
E o corpo transborda
Lá fora também chove
Aqui dentro tempestade
As gotas batem na minha janela
Eu tava deitado, tentando esquecer.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Semana da Poesia Nonsense
Comprei uma bala de 1 centavo
com o troco que o caixa tentou me sonegar
fui barrado na porta giratória
por causa do meu celular
Tomei um comprimido
Pra minha dor passar
mas a dor não era física
e minha psicóloga mandou eu ir pastar
e ai todos os verbos da primeira conjugação
saíram da brincadeira
achei falta de educação
atrapalhou a rima inteira
não passa a minha dor
calor
tremor
temor
rubor
rancor
valor, cadê o meu? Ninguém vê
E eu não me dou
Só me dou a dor. Mas não sou doador.
Doar a dor? Guardo comigo porque sou egoísta.
Porque quando fiz doer em outro ser.
Ainda mais doeu em mim também.
Alguém que eu queria bem
E não merecia sofrer.
De que adianta viver, sofrer e doer
Ou cantar, sonhar e amar
Se toda vez que eu compro um biscoito
Nunca me devolvem 1 centavo de troco?
=======================================
Semana da poesia nonsense: todo dia uma pior que a outra.
com o troco que o caixa tentou me sonegar
fui barrado na porta giratória
por causa do meu celular
Tomei um comprimido
Pra minha dor passar
mas a dor não era física
e minha psicóloga mandou eu ir pastar
e ai todos os verbos da primeira conjugação
saíram da brincadeira
achei falta de educação
atrapalhou a rima inteira
não passa a minha dor
calor
tremor
temor
rubor
rancor
valor, cadê o meu? Ninguém vê
E eu não me dou
Só me dou a dor. Mas não sou doador.
Doar a dor? Guardo comigo porque sou egoísta.
Porque quando fiz doer em outro ser.
Ainda mais doeu em mim também.
Alguém que eu queria bem
E não merecia sofrer.
De que adianta viver, sofrer e doer
Ou cantar, sonhar e amar
Se toda vez que eu compro um biscoito
Nunca me devolvem 1 centavo de troco?
=======================================
Semana da poesia nonsense: todo dia uma pior que a outra.
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