segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Asteróides Pleonásticos - Volume II

O Acre é o caminho!
O Acre é a salvação!
O Acre vai tornar o Brasil uma potência mundial
Vamos todos para o Acre! - Ele bradava, usando somente uma cueca samba-canção de coraçõezinhos e uma pantufa de coelhinho rosa, em algum lugar desconhecido para o narrador, mas não para o autor, mas que o autor não quer falar.

Alguma coisa muito estranha estava acontecendo com ele, sua mente estava parcialmente dominada por aliens, e daqui a 15 minutos, se ninguém impedisse, sua consciência estaria totalmente tomada pelos seres extra-terrestres.

Não bastasse etês quererem possuir sua cabeça, sua namorada havia pedido um tempo para pensar a relação. Tudo isso aconteceu simultaneamente, há alguns dias atrás.

Ele voltava para a casa, estava chovendo muito. Enquanto ele esperava o ônibus, seu celular tocou. Era Zoroaldo, um amigo de infância. No instante em que ele aproximou o telefone do ouvido, porém, um raio atingiu o celular espetacularmente. O telefone virou 5 e ficaram enterrados num punhado de pó das partes que se desmancharam. Curiosamente, uma mensagem de texto foi enviada a sua namorada com o seguinte recado: "Vaca, não quero mais nada, meu interesse é uma coroa rica que me sustente, passar bem."
Ele foi arremessado para o outro lado da rua e teve uma grande dose de descarga elétrica despejada diretamente no seu cérebro.

Isso criou uma ligação direta com outras dimensões do cosmo, e fez com que etês tivessem acesso direto a áreas de sua mente. Como exatamente isso foi possível não interessa nem um pouco para o desenrolar da história.

Mas ele sabia porque isso tinha acontecido, ele conhecia os culpados. Eram os cachorros quentes! Os cachorros quentes do mundo conspiravam contra ele, e traziam todo o tipo de infortúnio para sua vida.

A conspiração começou ainda na infância...

Mercivaldo olhava fixo para a carrocinha de cachorro quente. Os cachorro quente o hipnotizavam, sua língua salivava. A carrocinha ficava bem em frente sua casa, mas para sua infelicidade, sua mãe não tinha dinheiro para lhe dar um.

Ele pedia insistentemente por um cachorro quente, mas sua mãe, fechada, com as mãos calejadas de trabalho na roça, as costas doloridas e a visão cansada, apenas dizia um "não" bem seco.
Até gostaria de satisfazer a vontade do filho, mas o dinheiro era sempre escasso.

O pequeno Mercivaldo gritava, gritava, mas não adiantava, não conseguia seu cachorro quente. Um dia, o garoto gritou tão alto, mas tão alto, que com apenas 7 anos, foi convidado para fazer parte de uma banda de Metal, com promessa de uma carreira de sucesso na Noruega.
Mas sua mãe o proibiu porque implicou com o nome do conjunto, a sugestiva "Belzebanda Demoníaca - A verdadeira voz do metal" - soava muito macabra para a mãe de Mercivaldo e logo, sua carreira internacional na Noruega foi totalmente sepultada nesse ponto da história.

A sorte do garoto pareceu mudar, e atentem ao "pareceu", no dia em que ele achara , milagrosamente, dinheiro na rua. Foi correndo comprar um cachorro quente, mas quando foi dar a primeira dentada, sua mãe o repreendeu, indagando de onde foi que ele conseguira dinheiro para comprar o cachorro quente.

O menino explicou, mas a mãe achava que era uma desculpa. Achava que Mercivaldo havia roubado o dinheiro. Ela era rígida na educação dos filhos e ensinara a Mercivaldo a nunca roubar. Mercivaldo jurava que não tinha roubado, mas ela não acreditou.
Como punição, rogou uma praga pra cima de Mercivaldo. A praga era apenas para que Mercivaldo tivesse diarréia e botasse o cachorro quente pra fora, para aprender.
Mas aquele ato ficou tão marcado no inconsciente do menino, que ele passou a crer cegamente que todas as coisas ruins que sucederam uma atrás da outra por toda a sua vida, eram resultados da praga, e que a praga fazia com que todos os cachorro quentes do mundo conspirassem contra ele.

Ele ouvia vozes em sua cabeça, os etês estavam tentando comandá-lo. Foi até uma mercearia e chamou, aleatóriamente, o dono de corno manso. O dono escolheu, também de maneira aleatória, uma de suas armas de grosso calibre e disparou contra Mercivaldo.

Continua na próxima copa.

4 comentários:

Blower's Daughter disse...

Thi!
Hahahahahahahahahaha!!!!
Ai,t� mto engra�ado!
Sua mente viaja n�hahahaha
Ai,de novo me deu vontade de comer cachorro quente!!!Hahahaha!
Muda a conspira�o no pr�ximo texto que vc fizer,coloca que br�colis conspiram contra o personagem,assim eu n�o fico com vontade de comer,hahahahaha
Ai,quero saber o que aconteceu com o Mercivaldo!V� se escreve logo a continua�o hein!Se n�o cachorros quentes malvados v�o conspirar contra vc tb,hahahahaha
Bjokas!

iquiz disse...

não não, tadinho, Mercivaldo entendeu tudo ao contrário. mas como ele teve acesso aos simbolos na próxima quinta encarnação ele entenderá

JABORONGA disse...

BUGAHOOOOOO

SERÁ QUE VC É CABEÇA SEKA OU UM CIVILIZADO HIC HIC BUGAHOOOOO?

balthasar, o burro disse...

asço q vc tein q compra uma maçam e iscreve 'eris mim liga'